segunda-feira, 7 de junho de 2010

Segundo Karl Marx,qual o papel da estrutura econômica na transformação da sociedade?


Marx criticava o liberalismo porque só expressava os interesses de uma parte da sociedade. Segundo o próprio Marx a sociedade é um conjunto de atividades dos homens, ou ações humanas, e essas ações e que tornam a sociedade possível. Essas ações ajudam a organização social, e mostra que o homem se relaciona uns com os outros.

O poder de dominação é que da origem a essas desigualdades. As desigualdades se originam, de uma forma sucinta, dessa relação contraditória, refletem na apropriação e dominação, dando origem a um sistema social, neste sistema uma classes produz e a outra domina os meios de produção.

As classes sociais mostram as desigualdades da sociedade capitalista. Cada tipo de organização social estabelece as desigualdades, de privilégios e de desvantagens entre os indivíduos.

As desigualdades são vistas como coisas absolutamente normais, como algo sem relação com produção no convívio na sociedade, mas analisando atentamente descobrimos que essas desigualdades para determinados indivíduos são adquiridos socialmente. As divisões em classes se da na forma que o indivíduo esta situado economicamente e socio-politicamente em sua sociedade.

A luta de classes perpassa, não só na esfera econômica com greves, etc, ma em todos os momentos da vida social. A greve é apenas um dos aspectos que evidenciam a luta. A luta social também está presente em movimentos artísticos como telenovelas, literatura, cinema, etc.

O crescente estado de miséria, as disparidades sociais, a extrema concentração de renda, os salários baixos, o desemprego, a fome que atinge milhões de brasileiros, a desnutrição, a mortalidade infantil, a marginalidade, a violência, etc, são expressões do grau a que chegaram as desigualdades sociais no Brasil.


segunda-feira, 24 de maio de 2010

Critica do filme Ágora.


Um pouco sobre o filme
O filme relata a história de Hipátia (Rachel Weisz), filósofa e professora em Alexandria, no Egito entre os anos 355 e 415 da nossa era. Única personagem feminina do filme, Hipátia ensina filosofia, matemática e astronomia na Escola de Alexandria, junto à Biblioteca. Resultante de uma cultura iniciada com Alexandre Magno, passando depois pela dominação romana, Alexandria é agitada por ideais religiosos diversos: o cristianismo, que passou de religião intolerada para religião intolerante, convive com o judaísmo e a cultura greco-romana.
Hipátia tem entre seus alunos Orestes, que a ama, sem ser correspondido, e Sinésius, adepto do cristianismo. Seu escravo Davus também a ama, secretamente. Hipátia não deseja casar-se, mas se dedica unicamente ao estudo, à filosofia, matemática, astronomia, e sua principal preocupação, no relato do filme, é com o movimento da terra em torno do sol.
Mediante os vários enfrentamentos entre cristãos, judeus e a cultura greco-romana, os cristãos se apoderam, aos poucos, da situação, e enquanto Orestes se torna prefeito e se mantém fiel ao seu amor, o ex-escravo Davus (que recebeu a alforria de Hipátia) se debate entre a fé cristã e a paixão. O líder cristão Cyril domina a cidade e encontra na ligação entre Orestes e Hipátia o ponto de fragilidade do poder romano, iniciando uma campanha de enfraquecimento da influência de Hipátia sobre o prefeito, usando as escrituras sagradas para acusá-la de ateísmo e bruxaria.

No filme a atriz Rachel Weisz interpreta uma pobre mulher que não compreende a origem de tanta raiva entre os homens e simplesmente tenta canalizar as suas energias para algo de bem. É impressionante como o filme capta a mais vil intolerância e opressão e é abismal a forma como ele denuncia o desprezo do Cristianismo pela condição feminina (o que me deixa ainda mais incrédulo com o simples fato de haver mulheres que conseguem ser cristãs na atualidade)

Stuart Hart-inclusão social é o futuro do capitalismo.

Stuart Hart é uma das maiores autoridades mundiais no efeito das estratégias empresariais sobre o meio ambiente e pobreza. Ele é o Presidente e fundador do Centro das Empresas Globais Sustentáveis da S.C. Johnson na Universidade de Cornell, e Professor de Administração da Escola de Administração da mesma Universidade.


Para Hart, o mundo vive um momento muito paracido entre 1914 e 1945, quando as guerras mundiais , a depressão econômica quase eleiminaram o sistema capitalista da fase da Terra. Hoje, o quadro é semlhante- o sistema baseado na mais-valia tende a enfrentar inimigos como terrorismo internacional, o movimento antiglobalização e os problemas ambientais que afetam o mundo todo.''Temos de reinventar o capitalismo, de modo a torná-lo mais inclusivo'',afirma.
Hart cita alguns exemplos de empresas que já começam a voltar os olhos para a população de baixa renda, mas afirma que elas estão aprendendo a lidar com esse público.Gigantes como procter&gamble,unulever,coca-cola,HP e dupont têm avançado em criar produtos focados nesse consumidoe e tambem em parcerias como ONGs,dentro de suas politicas de responsabilidade corporativa.
Hart é também um ferrenho defensor da tecnologia como um fator de inclusão social. Para ele , é dever das grandes corporações investir cada vez mais em tecnologia, em especial as do setor de energia .'' Pense que existem em torno de 2 bilhões de pessoas sem acesso a energia elétrica ao mesmo tempo em que o petróleo como principal matriz tem causado danos ambientais inrevesíveis'' , diz .''odesenvolvimento de tecnoligas limpas representa uma grande oportunidade de negocios para empresas de mente aberta.''

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Auguste Comte - O positivismo



Auguste Comte nasceu em Montpellier, França, 19 de janeiro de 1798, filho de um fiscal de impostos. Seu interesse pelas ciências naturais era conjugado pelas questões históricas e sociais. Comte trabalhava intensamente na criação de uma filosofia positiva quando, em virtude de problemas conjugais sofreu um colapso nervoso, em 1826. Esta filosofia nega que a explicação dos fenômenos naturais, assim como sociais, provenha de um só princípio. A visão positiva dos fatos abandona a consideração das causas dos fenômenos (Deus ou natureza) e pesquisa suas leis, vistas como relações abstratas e constantes. Esse método caracteriza-se pela observação. Além disso, a observação conjuga-se com a imaginação: ambas fazem parte da compreensão da realidade e são igualmente importantes, mas a relação entre ambas muda quando se passa da teologia para a positividade. Assim, para Comte, não é possível fazer ciência (ou arte, ou ações práticas, ou até mesmo amar!) sem a imaginação, isto é, sem uma ativa participação da subjetividade individual e por assim dizer coletiva: o importante é que essa subjetividade seja a todo instante confrontada com a realidade, isto é, com a objetividade. Além de ser uma reação contra o idealismo, o positivismo é ainda devido ao grande progresso das ciências naturais, particularmente das biológicas e fisiológicas, do século XIX. Tenta-se aplicar os princípios e os métodos daquelas ciências à filosofia, como resolvedora do problema do mundo e da vida, com a esperança de conseguir os mesmos fecundos resultados. Enfim, o positivismo teve impulso, graças ao desenvolvimento dos problemas econômico-sociais, que dominaram o mesmo século XIX.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Karl Marx - socialismo e a luta de classes


luta de classes é a força motriz por trás das grandes revoluções na história. Ela teria começado com a criação da propriedade privada dos meios de produção. A partir daí, a sociedade passou a ser dividida entre proprietários (burguesia) e trabalhadores (proletariado),ou seja, o s que tinham os meios de produção e os que tinham apenas a sua força de trabalho. O capitalismo nasce da luta de classes.

socialismo é um modo de organização social no qual existe uma distribuição equilibrada de riquezas e propriedades, com a finalidade de proporcionar a todos um modo de vida mais justo.

O que é ação social para Max Weber?


Pra Max Weber o capitalismo nasce da religião.Ele apresentou uma classificação dos tipos de ação social, de acordo com os motivos que a geram.

1- ação tradicional, cuja realização se deve a um costume ou um hábito enraizado
2- ação afetiva ou emocional, motivada por sentimentos do agente pelo seu(s) interlocutor(es)
3- ação racional com relação a valores , atitudes que envolvem um planejamento orientado pelos princípios do agente
4- ação racional com relação a valores , atitudes cujo planejamento é orientado pelos resultados que serão alcançados com sua realização.
Qual é a principal diferença entre o 1º par e o 2º?
no segundo par o indivíduo consegue visualizar muito mais claramente os motivos da sua ação que no primeiro, o que em equivale a dizer que ele tem maior controle sobre elas. O indivíduo pode escolher como vai agir racionalmente, calculando os custos e prevendo as conseqüências de suas atitudes. Mas é muito difícil que ele escolha que tradição ou costume vai seguir, e mais difícil ainda escolher a quem nos ligaremos emocionalmente. Essa dificuldade é em virtude da pessoa executora e a pessoa objeto dessas duas ações geralmente entenderem-se como partes da mesma unidade. Já nas ações racionais o individualismo é marcante. Segundo esta ótica, podemos classificar os dois primeiros como ações comunitárias e os dois últimos como ações associativas.

O que é fato social para Emile Durkheim?


Segundo Emile Durkheim, os Fatos Sociais possuem três características:
Coercitividade - característica relacionada com a força dos padrões culturais do grupo que os indivíduos integram. Estes padrões culturais são de tal maneira que obrigam os indivíduos a cumpri-los.
Exterioridade - esta característica transmite o fato desses padrões de cultura serem exteriores aos indivíduos, ou seja ao fato de virem do exterior e de serem independentes das suas consciências.
Generalidade - os fatos sociais existem não para um indivíduo específico, mas para a coletividade.


Para Emile Durkheim, fatos sociais são maneiras de agir, pensar e sentir exteriores ao indivíduo, e dotadas de um poder coercitivo. Não podem ser confundidos com os fenômenos orgânicos nem com os psíquicos, constituem uma espécie nova de fatos. São fatos sociais: regras jurídicas, morais, dogmas religiosos,sistemas financeiros, maneiras de agir, costumes, etc.